domingo, 24 de agosto de 2014

                                Boa noite Pessoas!
Em primeiro lugar, gostaria de me desculpar pela ausência de publicações aqui no nosso mundo de retalhos, é que eu mudei de emprego, então estou me adaptando a nova rotina, que por sinal, está sendo deliciosa e de muito aprendizado, enfim, estou cuidando para que meus planos sejam realizados rs, mas hoje, vou postar um texto que escrevi em 2011, e que por mais que pareça fictício, aconteceu mesmo em um determinado momento de minha vida, me arrisco a dizer que muita gente vai se encontrar em minhas palavras e em meus questionamentos rs, espero que gostem, e se gostarem, por favor compartilhem. Beijocas!!!

                                       


                                                  INSANIDADE?
Novamente me ponho a escrever para relatar os meus insanos pensamentos, na verdade, eles são a minha forma de encarar o mundo, é o meu mundo dividido em retalhos tudo aquilo que escrevo.
Quem sabe um dia, quando eu não mais existir (pelo menos no plano físico) alguns curiosos dispostos a decifrar minhas insanidades, dediquem algum tempo para juntar fragmentos, e desta maneira, entender quem fui, porque até aqui, ainda não sei bem quem sou.
Fico recordando momentos de minha vida, e analisando o que eles significaram para mim, e presumindo o que eles significariam, caso acontecessem hoje; confesso que tenho gasto um tempo relevante com esse novo "passatempo", tá certo que a insonia, que vez ou outra me faz companhia, tem contribuído para o exercício mental a qual venho me submetendo cada vez com mais frequência, tem sido interessante, seria mais, não fosse a  "ressaca" que acordo no dia seguinte.
Vocês já se imaginaram em um diálogo olho-no-olho consigo mesmo? eu tive esta experiência, fui capaz de visualizar uma cópia perfeita de mim, diante dos meus olhos, sentada na cama, olhando-me fixamente. Meio louco não é? mas, no meio desse desatino mental, aos poucos estou conseguindo me localizar no mundo.
Passei anos de minha vida, querendo que as pessoas me entendessem, me frustrando ao perceber que não era compreendida da forma que esperava. Chorei baldes, e a cada decepção, maior era a dúvida: quem eu era afinal? Como as pessoas me viam e que conceito tinham a meu respeito? Passei a procurar me encontrar nos outros, a partir do que eles pensavam sobre mim. A angustia e o questionamento me perseguiram até o dia em que me dei conta, que JAMAIS eu saberia quem sou de verdade, buscando nos outros o que está onde só eu tenho acesso: EM MIM!
Pronto! fiquei um pouco mais calma, e passei a buscar maneiras de me encontrar, tive a ideia de sentar na cama, fechar os olhos e imaginar que eu estava ali, diante de mim. Não consegui nas primeiras tentativas, minha imaginação não estava bem treinada, e meu juízo, olhava pra mim do lado de fora querendo correr.
Tive que buscar mais fundo, no limite entre a razão e a loucura, disposta mesmo a um tudo ou nada, até que em uma noite eu consegui!
Ali estava eu, sentada calmamente e com uma paz que eu jamais havia experimentado. Pigarreei tímida, respirei fundo e perguntei: QUEM É VOCÊ?
A minha cópia olhou-me por alguns segundos antes de responder, e a resposta veio suave como uma brisa: Eu sou você, o que você vê?
A pergunta que fiz foi devolvida com outra mais difícil ainda, e agora?  Diante da demora de uma resposta minha, a cópia, com a mesma calma de antes, respondeu: Se você não sabe quem é, não consegue definir o que vê ao olhar o seu próprio reflexo, como espera que os outros te compreendam?
Dito isto a cópia desapareceu, fiz um esforço grande para traze-la de volta, foi inútil. Apaguei a luz e deitei, não consegui adormecer, os pensamentos faziam festa em minha cabeça, ainda assim consegui chegar a um denominador comum, que me fez entender que antes de tudo eu preciso me conhecer, me encontrar naquilo que de fato sou, e não no que os outros esperam ou querem que eu seja.
Preciso prestar atenção nos detalhes de minha vida, nas pessoas que fazem parte dela, nas atitudes que me

elevam e principalmente naquelas que me acorrentam, são estes detalhes que trarão as respostas que eu sempre busquei.  Claro que sei muito pouco ainda, não tenho respostas definitivas, certas coisas levam um tempo para se esclarecerem, pode ser até que algumas coisas eu jamais aprenda, quem sabe um dos maiores mistérios da vida, o que a torna interessante, é justamente esta dúvida a respeito de quem somos, porém, hoje, sinto que estou bem mais tranquila em relação a estas questões de cunho tão íntimo e pessoal, sei que não posso jamais deixar de praticar o auto-conhecimento e que nunca posso achar que sei o suficiente, será justamente a minha necessidade de aprender que me encaminhará para onde quero chegar.







4 comentários:

  1. Mto bom, TDs realmente tem q parar pra prestar mais atenção em sim MSM e se conhecer ao fundo... Bjs

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  2. É um exercício que devemos praticar contantemente! Beijos Ró!

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  3. Respostas
    1. Muito obrigada MARTINHA, já que gostou, compartilha entre teus amigos, me ajuda a divulgas as minhas publicações rs, desde já agradeço, beijos!!!!

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